Doom Metal – 10 destaques de 2020

Texto: Bruno Rocha

Seguiremos hoje em nossa série especial de listas com 10 destaques de cada estilo musical abarcado pela linha editorial deste honrado blog. Após elencarmos os destaques de 2020 do Industrial/Dark Electro antes de ontem e do Post Punk/Gothic Rock/Darkwave ontem, hoje é a vez de listarmos 10 lançamentos que consideramos destaque no Doom Metal.

Recapitulando as regras que expliquei ontem: a ordem dos álbuns abaixo não é de “o melhor para o menos melhor”, mas sim ordem alfabética. Também não fiz separação entre lançamentos nacionais e internacionais. Finalmente, os lançamentos que elenquei aqui são full-lenghts ou EP’s, sempre com músicas inéditas.

Clique aqui para conferir nossos 10 destaques de Industrial/Dark Electro.
Clique aqui para conferir nossos 10 destaques de Post Punk/Gothic Rock/Darkwave.

Eis a lista com 10 destaques de 2020 no Doom Metal:

BASALT – O SILÊNCIO COMO RESPIRAÇÃO

Esta banda paulista de Sludge/Doom Metal surgiu em 2015 e levou 5 anos para lançar o seu segundo full-length, O Silêncio Como Respiração, um álbum pesado, negro, lamacento e impiedoso. Eles aparecem em primeiro na lista por causa da ordem alfabética que expliquei mais acima, mas este disco, sinceramente, foi o que mais me chamou a atenção dentre todos os trabalhos de Heavy Metal lançados no Brasil em 2020.

DRACONIAN – UNDER A GODLESS VEIL

A cada lançamento os suecos do Draconian provam que não existem limites dentro de sua criatividade, sempre proporcionando aos seus fãs trabalhos belíssimos que remexem com todos os nossos sentimentos, desde a mansidão até a melancolia. Não se pode deixar jamais de falar sobre o Draconian sem enfatizar quão bela e encantadora é a voz da vocalista Heike Langhans. Sua voz, bem como a ótima produção e a notória sensibilidade impetrada em cada arranjo fazem Under A Godless Veil enfeitar a discografia do Draconian como se fosse um diadema.

LES MÉMOIRES FALL – THE TREE: YARNS OF LIFE

A banda é brasileira, um de seus integrantes mora na Argentina e seu nome é uma mistura de palavras francesas e inglesas. Como se isso tudo não bastasse, o mais novo álbum do Les Mémoires Fall, The Tree: Yarns Of Life, versa sobre um dos principais elementos da mitologia nórdica, a árvore Yggdrasil. Musicalmente, o novo álbum do Les Mémoires Fall é um álbum muito ótimo e prazeroso de se ouvir do início ao fim e agradará em cheio aos fãs de Doom Metal casca-grossa que não dispensam boas doses de melodia e criativos arranjos

LUCIFER – LUCIFER III

Lucifer III é o ótimo novo álbum de uma das bandas que mais praticam com competência o chamado “Rock Retrô”, cujas composições e técnicas de produção fazem o ouvinte crer que seus álbuns foram gravados nos anos 70. O Lucifer não faz nenhuma cerimônia em beber de fontes como Black Sabbath e Pentagram para criar composições que vão do acessível ao lúgubre num piscar de olhos, tudo isso coroado pela bela voz da Johanna Sadonis, que parece ter herdado todas as características físicas e musicais da inexorável lenda Jynx Dawson.

MY DYING BRIDE – THE GHOST OF ORION

Quando o primeiro single de The Ghost Of Orion, Your Broken Shore, foi lançado, a princípio me assustei. Sua atmosfera era “brilhante” demais para os padrões soturnos do My Dying Bride. Felizmente, quando o restante de The Ghost Of Orion foi rerevelado, fiquei aliviado, pois as tradicionais composições do My Dying Bride, sempre repletas de melancolia e de inclemência, estavam lá intactas. Destaque para a performance do excelente baterista Jeff Singer, que estreou no My Dying Bride com este álbum. Além do novo álbum, que saiu em março, o MDB lançou também o EP Macabre Cabaret em novembro, o qual também vale a pena ser verificado.

OCEANS OF SLUMBER – OCEANS OF SLUMBER

A voz da cantora Cammie Gilbert já pode ser considerada uma das 7 maravilhas do Metal da atualidade. Mais uma vez a vocalista mostrou o fino de sua performance no mais recente trabalho do Oceans Of Slumber, autointitulado. Ela e o baterista Dobber Beverly, os dois integrantes mais antigos do grupo, tiveram a missão de produzir um novo álbum do Oceans Of Slumber desta vez com uma formação completamente reformulada e de orientar todos os novos membros. O resultado foi uma façanha que superou quaisquer expectativas que enriqueceu ainda mais a discografia Prog/Doom dos norte-americanos.

ODE INSONE – ISOLAMENTO: DO SILÊCIO A POESIA

A grande novidade que os paraibanos do Ode Insone trouxeram em seu novo registro, Isolamento: Do Silêncio A Poesia, foi a entrada da cantora Venore Develeski, cuja encantadora voz veio para abrilhantar ainda mais o Gothic/Doom da banda. Quem acha que com a dupla Tiago Monteiro/Venore Develeski o Ode Insone se tornou só mais uma banda “a bela e a fera”, se enganou. O agora sexteto soube lapidar ainda mais seu ótimo trabalho que transita do Death/Doom ao Gothic Rock de modo que Isolamento: Do Silêncio A Poesia já chegou ocupando o posto de melhor e mais completo trabalho da banda.

PARADISE LOST – OBSIDIAN

Para quem já foi do mais nauseabundo Death/Doom até o mais meloso Synthpop em 10 anos, ousar e variar nunca foi um trabalho difícil para o Paradise Lost. Pelo contrário, é natural e pétreo para a banda arriscar coisas diferentes e nunca criar um novo disco parecido com o anterior. Em Obsidian, o Paradise Lost não teve pena de abrir seu baú de influências, pegar várias delas, misturá-las e com isso elaborar um álbum variado e, ao mesmo tempo, homogêneo, cuja audição de cabo a rabo se faz obrigatória. Desde o apocalipse de Darker Thoughts até o Gothic Rock de Ghosts, o Paradise Lost prova (como se ainda precisasse provar algo) o quão importante é não só para o seu nicho, mas também para o Metal como um todo.

Confira nossa resenha detalhada clicando aqui.
Leia nossa entrevista com o guitarrista Gregor Mackintosh clicando aqui.

SORCERER – LAMENTING OF THE INNOCENT

Desde que o Sorcerer acordou de seu sono profundo no começo da última década, a banda sueca vem lançando sempre ótimos lançamentos com o melhor que eles conseguem criar dentro do Epic Doom Metal. Só o fato de eles não soarem como cópias do Candlemass ou Solitude Aeturnus já seria digno de uma louvável nota, mas o Sorcerer vai mais além e faz questão de elaborar álbuns criativos, ousados e muito bem produzidos, como o mais recente Lamenting Of The Innocent, nos quais o trabalho de guitarras e a poderosa voz de Anders Engberg se destacam.

SUUM – CRYPTOMASS

Se eu comecei esta lista com um Doom lamacento, hei de encerrá-la com outro Doomzão lamacento! Diretamente da Itália, o Suum pratica um Doom Metal com fortes referências de nomes clássicos do estilo, mas com muito mais peso, morbidez e imponência. Em Cryptomass, o Suum expandiu ainda mais a qualidade já apresentada no debut Buried Into The Grave (2018) em um álbum que dura 55 minutos, mas que deixa a sensação de que poderia ter mais coisa. Aguardemos, pois, o que o Suum preparará para o futuro diretamente de suas catacumbas!

Leia nossa resenha detalhada clicando aqui.


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